MARTINHO OFREDUCCIO:O GATO POETA

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sábado, 19 de setembro de 2009

O LUGAR DA OMNISCIÊNCIA

"St. Augustin described the nature of God as a circle whose centre was everywhere and its circumference nowhere.” (EMERSON: 279)




No centro está a virtude._nas margens, o fogo do pensamento._ nos becos, o princípio das margens._no princípio, o fio da solidão, em reverberação do tempo primordial!




Dito por um gato-poeta de nome Martinho Ofreduccio, séc xx

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

TALVEZ





Talvez, foi tudo quanto ouvi,
Talvez seja este o momento,
Talvez ela venha aqui
Talvez, no seu passo lento...

Eu e Ela, o melro e a pena,
Em melodia suave de dança,
Brotaremos, sem pressa,
Num círculo de esperança.

E depois, quem sabe,
talvez,
no incêndio do mar,
a palavra
seja o rumor de nós
E se transforme,
reluzente,
em voz...ou no rubor
estilhaçado da tarde.

***

(Martinho, gato-poeta do séc. xx)

***

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Canto a pedra e as amoras





Falei com elas e olhei–as ,
são amoras,
encobertas pelas silvas.
Quase negras,
estas palavras cantam
e enfeitam a secura dos caminhos.
Falei com elas e olhei–as
na semelhança que têm com a pedra:

(De onde vêm ? )


Martinho Ofreduccio, gato-poeta do séc. xx

.-.

domingo, 23 de agosto de 2009

EU, ELA E A PENA









Um restolho liso
de folhagem
irrompe no final de tarde
ouço-o
no bater compassado
de mil corações
em uníssono.


Pom pom Pom pom


POM
corre, corre!


“vai Ela descalça pela verdura, vou eu e esta pena pelas alturas,
vem connosco um figo-de-mel, um beijo a perfumar o céu,
Ela, Eu e o arroz-doce na lonjura de um movimento…
O dia como que se ausenta na esquadria dourada do tempo”

por que a noite não cai
e a terra húmida já perfuma as sombras
rendilhadas na quietude do silêncio
-cai a tarde e a noite não tarda.

“Eu, Ela e a pena em sonhos de poeira fina
fomos luz de uma fantasia, restolho fomos, não fomos?"

-restolho liso? disse Ela
"-como o reflexo estendido sobre o rio,
assim
_ fui eu.”
Martinho Ofreduccio, (gato-poeta do séc.xx)
***

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A MULHER NEGRA AMERICANA: PILAR DE UMA CULTURA MENOR?

THE DEEP SOUTH




THE SOUL OF THE NIGGER
Obrigada :))

Odetta sings "Glory Halleluja" at Garrison Institute event:


VÍDEO

Zora Neale Hurston is considered one of the pre-eminent writers of twentieth-century African American literature. Hurston was closely associated with the Harlem Renaissance and has influenced such writers as Ralph Ellison, Toni Morrison, Gayle Jones, Alice Walker, and Toni Cade Bambara.
In 1975, Ms. Magazine published Alice Walker's essay, "In Search of Zora Neale Hurston" reviving interest in the author. Hurston's four novels and two books of folklore resulted from extensive anthropological research and have proven invaluable sources on the oral cultures of African America.
Through her writings, Robert Hemenway wrote in The Harlem Renaissance Remembered, Hurston "helped to remind the Renaissance--especially its more bourgeois members--of the richness in the racial heritage."

quarta-feira, 29 de julho de 2009





O som das fontes já se ouve ao longe _L_I_S_O_
Assim,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,É
o mundo
na circularidade traçada
sem fim ou princípi o



Eu, o melro e ela



,ali, onde a fonte se cala.


Eu escutava a nuvem
que se ergue
altiva na tarde íntima
e se dilui
em sílabas de sal.



Eras, então, miragem:


como quem fixa
no verde da erva
o coração e
sobre o peito enche
a taça vazia de juras

_Eu juro_dizias

nas veredas do caminho
escrevias em branco e_sem medo_

ele ouvia mudo
com a inocência das suas penas.

_Eu juro_que por este rio

hei-de descer ainda
até lhe sentir o sal
queimar o âmago da luz.

Ali, onde a nuvem

_que já não somos_

nos disser o mesmo dizer

dos cânticos descidos

das fontes e, sob a tenda,

a noite_no seu embalar azul_

descer do seu pedestal.


Éramos acrobatas sem chão

para que outros fossem

o chão raso, onde brotam

os rebentos alegres e verdes


r_a_s_t_e_j_a_n_t_e_s
na sombra húmida,
em direcção à chama do braseiro,
sem a qual, o silêncio
não dorme
ou as pétalas exultam
a glória do beijo dado
sobre o leito iridescente
de estrelas em botão.

Eu floresci no início de Janeiro,
tão jovem ainda
e tão chegado a Ela,

_Parti.


Martinho Ofreduccio (gato-poeta do século XX)

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